A câmera não existe

dual

Quando a câmera não existe, a vida segue rindo de si, desinibida, roliça sobre os sofás do mundo.

Movimentos começam e terminam sem o drama da representação. Há significado, mas ele é remoto, fora de alcance.

O ser humano é o elemento problematizador, por vezes cíclico, não raro crítico de suas ações. A lente é o instrumento de expressão, de defesa, de desbravamento do mistério que ele sente existir em seu interior.

O papel do observador é o de intruso, mas um intruso ingênuo de si mesmo, uma criança curiosa.

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